Minha família espiritual: a luz que caminha comigo
Antes que eu soubesse dar nome ao invisível, eu já sentia.
Havia uma presença silenciosa me acompanhando nos dias de alegria e, principalmente, nas horas em que a vida parecia pedir de mim uma coragem que eu ainda não sabia ter.
Com o tempo, compreendi que ninguém serve sozinho.
Ninguém sustenta uma obra de amor apenas com as próprias forças.
Ninguém atravessa certas noites sem mãos espirituais amparando, inspirando e guardando o caminho.
Em minha jornada, reconheço com profunda reverência a presença amorosa de São Francisco de Assis e Santa Clara de Assis, meus Mentores Pessoais.
Neles, encontro a simplicidade que cura o orgulho.
A ternura que educa sem ferir.
A fé que não precisa gritar para ser forte.
A coragem humilde de servir a Deus nas pequenas coisas, nos gestos discretos, na vida real, no cuidado com todas as criaturas e no amor que se oferece sem vaidade.
São Francisco me ensina que a verdadeira grandeza mora na simplicidade.
Santa Clara me recorda que a luz mais firme nasce de uma alma recolhida, fiel e inteira diante de Deus.
Eles não me chamam para uma espiritualidade distante da vida.
Chamam-me para uma fé encarnada.
Uma fé que lava a louça, escuta a dor, acolhe o cansado, protege o frágil, ora no silêncio e continua servindo mesmo quando ninguém vê.
Ao lado deles, sinto a presença doce e profunda de Maria Clara, a nossa Clarinha, Mentora da Egrégora do Recanto da Luz Divina.
Clarinha é ternura com fundamento.
É delicadeza com direção.
É infância espiritual sem ingenuidade.
É amorosidade que acolhe, mas também ensina.
É a lembrança viva de que Deus pode falar baixo e, ainda assim, transformar tudo por dentro.
Sua presença nos recorda que a espiritualidade verdadeira não precisa endurecer para orientar.
Não precisa assustar para corrigir.
Não precisa pesar para ser profunda.
Ela nos ensina que a cura da alma começa quando a dor encontra um lugar seguro para respirar.
E junto a eles, reverencio todos os Guias Iluminados, Mentores, Protetores e Benfeitores Espirituais que me acompanham e formam a minha família espiritual.
Alguns eu conheço pelo nome.
Outros, apenas pela vibração.
Alguns chegam como inspiração.
Outros, como silêncio.
Alguns me fortalecem na palavra.
Outros me sustentam quando só consigo orar por dentro.
Mas todos, de algum modo, me recordam a mesma verdade:
eu não caminho só.
O Recanto da Luz Divina nasceu e permanece sustentado por muitas mãos visíveis e invisíveis.
Mãos que acolhem.
Mãos que inspiram.
Mãos que protegem.
Mãos que corrigem com amor.
Mãos que amparam quando a alma humana já não sabe mais como seguir.
Por isso, quando escrevo, não escrevo apenas com ideias.
Escrevo com memória espiritual.
Com gratidão.
Com escuta.
Com reverência.
Com a consciência de que toda palavra destinada ao bem precisa passar antes pelo altar da responsabilidade.
Peço aos meus Mentores Pessoais, São Francisco e Santa Clara de Assis, que me conservem simples, fiel e amorosa.
Peço à querida Clarinha que mantenha viva, na egrégora do Recanto, a doçura firme da espiritualidade que acolhe sem julgar, orienta sem ferir e ama sem prometer aquilo que pertence somente a Deus.
Peço aos Guias Iluminados que me acompanham que me ajudem a servir com humildade, a escutar sem violar, a falar sem vaidade e a cuidar sem me perder de mim.
Que eu nunca confunda missão com controle.
Que eu nunca confunda intuição com imposição.
Que eu nunca confunda serviço com sacrifício sem amor.
Que eu nunca me esqueça de que toda luz verdadeira começa na coerência do coração.
A eles, minha gratidão.
À minha família espiritual, meu respeito.
Ao Recanto da Luz Divina, minha entrega amorosa.
A Deus, minha vida.
Porque antes de qualquer obra, existe um chamado.
Antes de qualquer palavra, existe uma inspiração.
Antes de qualquer caminho, existe uma presença.
E eu sigo.
Não porque sei tudo.
Não porque posso tudo.
Não porque sou forte todos os dias.
Eu sigo porque sou amparada.
Sigo porque há uma luz antiga me chamando pelo coração.
Sigo porque, quando o amor espiritual encontra uma alma disposta, até as dores se tornam sementes de serviço, cura e recomeço.
Com reverência, amor e gratidão,
Divanete Barbosa
Recanto da Luz Divina — Casa para Todos