04 ABR 2016
2hs P.M.
O vício tem cura?
5 vícios iguais ao uso de drogas que você pode ter e nem sabia
Todo mundo tem manias, TOCs e outros tipos de
esquisitice, mas em geral as pessoas são conscientes disso. Entretanto, e
quando temos vícios e nem sabemos disso? Afinal, jogar videogame,
visitar sites para maiores de idade e fumar/beber são vícios que quase
todos temos, mas esses são facilmente reconhecíveis.
Pra ir além, a Fatos te traz aqui alguns exemplos de vícios que nem
parecem vícios, como ouvir música ou comer, que você pode fazer de forma
obssessiva e não saber dizer porque. Acontece que o que caracteriza um
vício é a necessidade de cada vez usar uma dose maior e geralmente
diária de algo, até que fiquemos escravos daquilo para nos sentirmos
felizes. Se você tem um problemas e quer resolver, explicamos aqui o que
motiva cada um deles:
Música Pop
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Você já se perguntou por que gosta de Michel Teló, ou por que alguém
que você conhece (e respeita) gosta? Realmente essa é uma pergunta
difícil, mas se voltarmos até a sua infância, quando É o Tchan,
Backstreet Boys, Spice Girls e congêneros faziam sucesso – e você
gostava deles – fica mais fácil entender.
Quanto mais banal, simples e previsível uma música for, maior prazer
ela vai gerar para o ouvinte. Mas não é um prazer refinado, sutil, uma
coisa psicológica que adultos e velhos vão curtir, como temos ao ouvir
Bach ou Debussy. Na verdade, não importa o seu gosto musical (calma,
haters), música pop – como funk, sertanejo, pop rock, hip hop e por aí
vai – são feitos de maneira tosca de propósito, e, mesmo que negue, você
sente prazer ao ouvir essas coisas.
De acordo com escaneamentos realizados em crianças (que não têm
barreiras culturais e gostos definidos), às quais foram mostradas
músicas pop ainda não lançadas, as áreas cerebrais ativadas ao ouvir as
gravações eram as mesmas responsáveis pelo prazer, ainda que as crianças
dissessem não ter gostado das músicas.
Isso acontece porque, ao ouvir uma sequência de acordes (melodia),
nosso cérebro libera adrenalina e dopamina (sim, como ao usar drogas),
derivando da expectativa que antecede um refrão ou coro. E aí que entra a
previsibilidade: se a coisa que você estava esperando realmente
acontece, uma segunda descarga hormonal é liberada pelo seu corpo. Ou
seja: ouvir música pop não apenas vicia, mas também é mais ou menos como
crack sonoro, e quanto mais previsível e fácil de lembrar ela for, mais
viciante ela será. No fundo, isso quer dizer que sim, você, Sr.
Metaleiro, curte Justin Bieber.
Comer salgadinhos, doces e coisas apimentadas
Há três tipo de comidas, no geral, encontradas em supermercados e
postos: doces, salgadas e apimentadas. Mas você sabe por que? O açúcar é
visto pelo cérebro como uma recompensa, já que supre energia quase que
imediatamente após sua ingestão – ainda que não alimente a longo prazo, e
esse seja justamente seu problema. O mesmo ocorre para o sal, do qual
precisamos para regular a pressão sanguínea e manter os nervos e
músculos funcionando, podendo até mesmo funcionar como antidepressivos –
uma forma do nosso corpo tentar nos manter vivos.
Em ambos, entretanto, o cérebro não sabe criar um limite. Por isso,
entendemos que quanto mais sal e açúcar consumirmos, mais felizes
seremos (o que é verdade, se depender apenas de hormônios no organismo).
Todavia, como bem se sabe, o excesso desses itens é o responsável por
90% das doenças que enfrentamos mais comumente na velhice.
Já o ardido é o mais bizarro dos 3: quem gosta de coisas apimentadas
curte dor. É isso aí: a sensação de prazer liberada após comer um bom
dedo de moça é dopamina que seu cérebro solta para tentar equilibrar a
sensação de dor, já que coisas apimentadas irritam nosso nervo
trigeminal, responsável por todos os nervos da face.
Usar manteiga de cacau, rinosoro,vic vaporub, colírio e coisas do tipo
Se você é desses viciados em manteiga de cacau ou produtos para
descongestão nasal, deve saber que a palavra “vício” não é aplicada como
metáfora. Nessas substâncias há agentes que causam vício real, fora
substâncias naturais, como o mentol, cânfora e fenol, que é corrosivo
para os olhos, pele e sistema respiratório, e pode até mesmo causar
óbito se for injetado na corrente sanguínea (apenas 1 grama).
O que acontece, na verdade, é que a maioria desses itens resseca
(olhe o “cloreto de sódio”, famoso sal de cozinha, na fórmula do
Rinosoro, na foto) e destroi mais as áreas que você está tentando
cuidar, o que te obriga a ser um escravo do produto para não sentir a
dor e ressecamento – que, no caso, você está estimulando com os
produtos.
Bronzeamento
Seja ele artificial ou natural, você já parou pra pensar que está
queimando sua própria pele como um frango de padaria? A resposta é a
mesma que sobre comidas apimentadas: a sensação de ser frito vivo causa
dor, o que seu corpo tenta arrumar com endorfinas prazerosas. E, assim
como qualquer outra droga, o efeito passa a ficar mais fraco, o que faz
com que você queira mais e mais da droga – que no caso é bronzeamento.
Isso explica porque tem gente que chega a ficar quase laranja de tanto
se bronzear.
Comer gelo
Esse é um hábito que a maioria de nós abandona ao ficar adulto, mas
você sabia que ele também é viciante? Pagofagia, o vício em comer gelo,
geralmente é derivado de uma falta de ferro no organismo, ou pode ser
causado por desidratação e até mesmo fome comum. Entretanto, pra quem
desenvolve o hábito, novamente é criada uma lógica de recompensa pelo
cérebro, que fará você mais e mais viciado em…gelo? Pelo menos isso não
deve fazer mal pro organismo.





